quinta-feira, 4 de novembro de 2010

End of the world (as we know it)

    Como os leitores devem saber, houve um começo para o universo que habitamos. Há muito tempo, os seres humanos vêm se questionando sobre a origem de tudo. Até a Idade Média, a ideia predominante era de que o início do universo datava de 5000 a.C, o que evidentemente é um equivoco.

    Foi no renascimento científico onde se começou a ter uma noção mais aproximada da real formação do universo. Albert Einstein acreditava em um universo estático, mesmo quando sua própria teoria da relatividade apontava para um universo onde houvesse um começo. Até então, muitos cientistas adotavam essa mesma posição. Somente em 1929, quando Edwin Hubble fez a observação de que, as galáxias estão se afastando da nossa, não importa a posição que se olhe, a ciência passou a ter uma ideia concreta do princípio. Ou seja, o universo claramente está se expandindo.

    Para entender melhor essa expansão, basta pensar em um balão com alguns pontos desenhados: quando o balão é inflado, todos os pontos afastam-se entre si e não há um centro para tal expansão. Assim como não há um centro para a expansão do universo.

    Ora, se os objetos hoje se afastam, outrora estiveram próximos. Houve um tempo em que tudo concentrava-se no mesmo ponto, e a densidade do universo era infinita. "OH, o que houve antes disso?", você pode se perguntar, mas saiba que não é uma dúvida recente. Na Idade Média, quando questionados sobre o que Deus fazia antes da criação do universo, os padres fugiam das respostas, dizendo coisas como "criando o inferno para quem tem tais dúvidas". No entanto, Santo Agostinho tinha uma resposta pra isso: "Deus não fazia, pois o tempo foi criado por ele, junto com o universo". E essa é a atual crença dos cientistas, proposta por Agostinho e ignorada por muito tempo.

    O início do tempo pode causar certa estranhesa ao leitor, mas é importante que se habitue com ela. O tempo, ao contrário do senso comum, é mais uma das dimensões que compõe nosso universo. Além das conhecidas três dimensões, o tempo é visto como a quarta dimensão, proposta feita por Albert Einstein em sua teoria da relatividade. Basta que pensar que o tempo segue uma tragetória retilínea, como um vetor, tendo seu início no Big Bang.

    Hmmm, acho que acabei me alongando demais =D. Bom, vou direto ao tema do post, o fim. Existem três possíveis "fins" para o universo. O primeiro deles, foi elaborado por Alexander Friedmann e se trata do Big Crunch. Nesse modelo, a massa do universo é tão grande, que a gravidade é capaz de retardar sua própria expansão. Acredita-se então, segundo o modelo de Friedmann, que em determinado momento, o universo irá parar de expandir, começando então a retrair-se. Essa contração fará com que todos os corpos voltem a ocupar o mesmo ponto, permitindo um novo começo. Essa ideia permite a existência de universos cíclicos, podendo haver infinitos anteriores ao nosso.

    Nos outros dois modelos, o universo não tem de fato um fim. No primeiro deles, a massa do universo não é suficiente para causar uma contração, apesar de retardá-lo um pouco, sua expansão será ilimitada. No terceiro modelo, o universo tem exatamente a massa crítica, e a expansão quase chega a zero.

    Bom, como é calculada então essa massa crítica? Basta saber a velocidade de expansão e a massa total do universo.

    Os cientistas ainda não tem uma resposta definitiva a essa questão, pois a massa total continua sendo uma incógnita. É possível calcular a massa do universo visível e estima-se que ela não corresponde nem a um centésimo da massa crítica, muito insuficiente para parar a expansão. No entanto, acredita-se em um tipo invisível de matéria, a matéria escura, e ela pode corresponder a uma grande porção da massa do universo. Não se sabe de fato as propriedades dessa matéria escura, por isso é impossível determinar com certeza a que fim estamos destinados.

    Acredita-se, no entanto, que a gravidade será insuficiente para parar a expansão, e o universo está fadado a acabar escuro e frio.

...terrível, não?

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Buracos Negros...

Novamente justificando o nome do blog...
vamos falar sobre a morte das estrelas =D

As estrelas, como tudo no nosso universo acabam um dia. Só que elas não somem simplesmente.


Normalmente uma estrela balancea a força gravitacional com a pressão da fusão nuclear dentro dela. Quando uma estrela envelhece e queima todo seu hidrogênio em hélio e transforma o hélio em elementos mais pesados como ferro e cobre ela pode ter três fins. Dois desses fins dependem de uma coisa que chama pressão de repulsão fermionica... mas não vem ao caso xD


Então, se a massa dessa estrela for menor que 2 vezes a massa do sol ela vai se transformar ou em uma anã branca ou em uma estrela de nêutrons. Isso depende se ela vai ser suportada pelos elétrons ou pelos nêutrons no núcleo dos elementos pesados... Mas não vou entrar em detalhes nessa parte, já que não é o foco do post


Se ela tiver pelo menos duas vezes mais massa que o sol vai se formar um buraco negro, porque a repulsão fermionica dos elétrons ou nêutrons não vai ser o suficiente para suportar a estrela e impedir que o buraco negro se forme.


Uma outra forma de se formar um buraco negro é o colapso gravitacional de um agrupamento de estrelas, e a partir daí se formam os maiores buracos negros. Acredita-se que haja um no centro de cada galáxia. Um desses foi constatado no centro da galáxia NGC 7052 e é cercado por uma nuvem de poeira de 3700 anos luz de diâmetro e é 300 milhões de vezes mais massivo que o sol.


Bom, e pra quem não sabe, são chamados de buracos negros pois nem mesmo a luz escapa de seu campo gravitacional...

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Reflexões...

Já pararam pra pensar sobre o teletransporte...?
Então... A única forma "viável" seria criar uma máquina que fosse capaz de ler seu corpo a nível atômico e reconstituí-lo de maneira idêntica em uma máquina posicionada em outro lugar e logo em seguida desintegrar o corpo original... Certo? Meio trágico pensar dessa forma... Você usaria essa máquina? Legal, algumas pessoas me disseram que usariam sem problema e que se a cópia fosse a nível atômico não haveria diferença.
Já eu, não penso exatamente assim. Imagine o seguinte: a mesma máquina, só que dessa vez você não seria desintegrado... Haveria uma cópia sua. Uma cópia idêntica, composta dos mesmos átomos, das mesma moléculas, das mesmas células e também que no cérebro dessa cópia estivesse registrado todas as suas memórias, lembranças etc. Essa cópia seria você?
O que é você?
Se você perdesse todo seu corpo, mas seu cérebro fosse salvo e implantado em um robô, seria você?
e se você perdesse seu cérebro mas todo seu corpo fosse salvo?
Algumas dessas reflexões me levam a devaneios sobrenaturais... Tido que sua cópia idêntica tem as mesmas memórias mas não é você, o que é você? Talvez haja algo além... Algo ainda incompreensível pela ciência humana.
Será que nossa vida não é motivada por alguma coisa? Será que não somos os protagonistas do grande palco do universo?
Pare e pense quais as chances de termos chegado aqui, sabe... São infinitamente pequenas. Sabe, as chances das leis da física serem exatamente essas e que tudo tenha ocorrido da única maneira possível pra que fosse criado um planeta com condições pra vida...
Pra dar um exemplo da quantidade de variáveis envolvidas, veja a lua, se não houvesse a lua, não haveria maré, e não seriam criadas pequenas poças nas praias primitivas. Pois foi nessas poças que foram formadas as primeiras células vivas, não no grande oceano onde seria muito mais difícil pra que as moléculas organicas formassem as proteínas.
Enfim, estarmos aqui vivos é um evento único.
Os céticos que me desculpem, mas algo me leva a crer na existência de um grande arquiteto.

feliz dia do físico!


19/05, dia escolhido pra homenagear essas pessoas tão legais, importantes e bonitas, os físicos!

Então... sem essas pessoas o mundo e a sociedade como a conhecemos seria totalmente diferente... Imagine como as coisas seriam sem o eletromaginetismo de Maxwell, se Newton não tivesse definido as leis da mecânica. Ou até mesmo sem que Benjamin Franklin tivesse aprendido a conduzir eletrecidade...

É, as coisas não teriam ido muito além da idade média...

Então, agadeça a esses grande homens e a todos os físicos que contribuíram para todas as áreas do conhecimento!

obrigado newton s2

terça-feira, 18 de maio de 2010

Olá!






Então, esse é o primeiro post do meu primeiro blog, então não esperem grande coisa =). Decidi escrever porque as minhas noites não tem sido muito produtivas e um tanto tediosas. Quanto ao nome do blog, não teve um motivo específico, mas boa parte do conteúdo acho que irá abordar a parte de física...
Pra justificar o nome, comecarei justamente falando das estrelas... Na minha opnião é um assunto particularmente interessante, já que trata de corpos celestes essencialmente importantes. Partindo do princípio:
Até algum tempo depois do big bang não haviam átomos formados, as partículas sub atômicas não conseguiam se manter unidas devido ao calor inimaginavelmente grande. Isso ocorreu no período chamado de "inflação", quando o universo inflava =D e criava o espaço em uma velocidade espantosa. Tudo era muito quente. Depois que o universo adquiriu um certo tamanho, começou a esfriar. As partículas então, podiam finalmente se manterem unidas de forma estável.
Quando um próton se chocou com um elétron foi formada o átomo de hidrogênio. Alguns desses átomos se chocaram com nêutrons, criando assim o deutério. Bom... são muitos átomos né, mas que deu pra sacar. Então, os átomos primordiais se formaram assim.
Esses átomos se tornaram extremamente numerosos e exerciam força gravitacional uns sobre os outros. Foram assim se agrupando e formando nuvens de gás.
Algumas dessas nuvens eram realmente grandes e dentro delas haviam partes que eram mais densas. Essas partes mais densas provocavam uma atração gravitacional, comprimindo ainda mais o gás em seu centro. Aí vocês sabem né... quando a matéria está muito próxima ela se auto-aquece formando o núcleo estelar. Daí é só esperar alguns milhões de anos de ação gravitacional e a sua estrela está pronta!
Mas a real importância das estrelas, além de fornecer-nos energia está em seu núcleo... Graças a elas o universo é como é hoje. Dentro dó núcleo estelar a temperatura é alta o bastante para provocar uma fusão termonuclear entre os átomos. Ou seja, os prótons, assim como no começo do universo, se separam dos neutrons e formam outros átomos...
Então amiguinhos, é por isso que temos essa variedade tão grande de átomos. Agradeçam as estrelas!
Mas saibam que física, apesar de incrivelmente interessante, não vai ser o único assunto do nosso blog. Só quis justificar o nome dele com essa breve explicação ^^

[sintam-se a vontade para me corrigir, ainda não sou formado em física =)]